Dia Mundial dos Rios

Assinala-se este domingo, 26 de setembro, o Dia Mundial dos Rios, instituído em 2005 a propósito do lançamento da Water for Life Decade das Nações Unidas, assinalando-se no último fim de semana de setembro.

Ao longo dos séculos os rios assumiram um papel de relevo no que respeita à organização territorial dos povoados. Não é exceção o território que hoje compõe a nossa União de Freguesias, com o rio Ave, que delimita o nosso território a sul. E aqui o mesmo aconteceu, influenciando este, de forma mais ou menos direta, a definição deste povoado nesta região. A influência de um rio desta dimensão pode ir desde as motivações económicas, com a implantação de azenhas e o recurso à pesca, de comunicação, olhando o rio como um meio de deslocação, à defesa, olhando o rio como uma barreira natural.

O rio Ave tem a sua nascente na serra da Cabreira, em Vieira do Minho, e a sua foz no Atlântico, em Vila do Conde, estendendo-se, por isso, ao longo de 85km.
Nos primórdios de um povoamento conhecido nesta região temos, como sabido, a Cividade de Bagunte, situada no ponto mais elevado, precisamente entre os rios Ave e Este (afluente do rio Ave). No que respeita ao nosso território temos ainda os castros agrários de Ferreiró e Santagões, ambos beneficiando de terrenos agrícolas e, claro está, estrategicamente próximos do rio Ave. Com a romanização do território e consequente melhoria das condições de segurança das populações da região, o povoado foi-se fixando desde o sopé do monte (o que hoje conhecemos por Quinta de Cavaleiros) até próximo das margens do rio Ave.

A ponte D. Zameiro, medieval nas suas caraterísticas atuais, terá, possivelmente, origem no período de ocupação romana, integrando uma importante via romana, a Via Veteris. No que respeita às azenhas, são ainda várias as que se podem ver espalhadas pelas margens do rio Ave, quer em Bagunte quer em Ferreiró, vestígios de uma economia que beneficiava dos recursos que o rio dispunha, todas desativadas.

Hoje o rio Ave encontra-se, infelizmente, bastante poluído, fruto da forte zona industrial que encontramos ao longo do seu curso. Nos nossos dias este rio, como muitos outros, assume ainda relevância económica, no que respeita aos seus recursos, exemplo disto é a instalação, em Ferreiró, de uma central mini-hídrica.
Fica a sugestão para que visite ou revisite os bonitos espaços que as margens do nosso rio Ave proporcionam.

Quer saber mais sobre a Ponte D. Zameiro? Pode ler ou reler a nossa publicação a ela dedicada:
https://uf-bagunte-ferreiro-outeiro-parada.pt/pages/revisitar/9/Ponte_D._Zameiro?fbclid=IwAR2XGNRqn7_NOiCnYhkaF6awkbZAvirs7tRqbTl0Z58JHeFDUz1MtmrNIZ0#init


Legendas imagens:
- Ponte D. Zameiro, sobre o rio Ave, em Bagunte.
- Rio Ave, fotografado desde a Ponte d'Ave Nova, em Bagunte.
- Moinho, junto à Ponte D. Zameiro, em Bagunte.
- Central Mini-hídrica, em Ferreiró.

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